Que pobre montaria escolhe Nosso Senhor! Talvez nós, envaidecidos, tivéssemos escolhido um brioso corcel. Mas Jesus não se guia por razões meramente humanas, mas por critérios divinos. «Assim, neste acontecimento — explica São Mateus — cumpria-se o oráculo do profeta: “Dizei à filha de Sião: Eis que teu rei vem a ti, cheio de doçura, montado numa jumenta, num jumentinho, filho da que leva o jugo” ».
Jesus Cristo, que é Deus, se contenta com um burrinho como trono. Nós, que não somos nada, nos mostramos com freqüência vaidosos e soberbos: procuramos sobressair, chamar a atenção; queremos que os outros nos admirem e nos louvem.

O entusiasmo das multidões não costuma ser duradouro. Poucos dias depois, os que o haviam acolhido com aplausos pedirão a brados a sua morte. E nós, deixar-nos-emos levar por um entusiasmo passageiro? Se notamos, nestes dias, o farfalhar divino da graça de Deus, que passa ao nosso lado, acolhamo-lo em nossas almas. Estendamos no caminho, mais do que palmas ou ramos de oliveira, os nossos corações. Sejamos humildes. Sejamos mortificados. Sejamos compreensivos com os outros. Esta é a homenagem que Jesus espera de nós.
Peço orações pelo irmão Mário Soares. Que o Senhor vos abençõe. bjssss Quitéria
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