domingo, 27 de março de 2011

As 5 pedrinhas de DAVI





Eis a história como nos conta a Bíblia: o gigante Golias ameaçava e humilhava o povo
de Israel.  Ele era um guerreiro profissional, com vasta experiência em combates.  Ele
era o orgulho da raça filistéia, e não seria exagero dizer que muitos jovens de sua terra
queriam crescer e ser como ele: um vencedor. 
Ele estava certo da vitória contra os israelitas, por isso propôs que houvesse um duelo, 
uma luta entre dois guerreiros apenas, cada um representando o seu povo.  O povo do
guerreiro derrotado se tornaria escravo do povo do guerreiro vencedor.  A terra devia 
tremer quando aquele brutamontes pisava com vontade.  Durante 40 dias ele humilhou o 
povo de Israel.  Ninguém se atrevia a descer na arena e enfrentar o monstro, que além
da força física, estava tão armado que mais parecia um arsenal ambulante.
Até que apareceu Davi no cenário.  O jovem pastor de ovelhas não era um guerreiro.  
Mas quando ouviu as provocações do gigante, ficou chocado que ninguém se oferecesse 
para o enfrentar.  É assim que Davi salta para as páginas da fama na Bíblia.  Indignado, 
ele vai ao riacho, apanha cinco pedras e vai enfrentar a fera.  Era como se cada pedra
representasse uma coisa boa, como coragem, convicção, competência, confiança e
conquista.


1. A pedra da CORAGEM
Davi demonstrou não estar com medo do gigante.  Chegou-se para o rei Saul e lhe disse: 
“Ninguém deve ficar com o coração abatido por causa desse filisteu; teu servo irá e
lutará com ele” (v. 32).
Às vezes, a gente fica impressionado com o tamanho dos nossos golias, os problemas, e 
fica se encolhendo de medo.  Davi parecia não estar com medo. Será que ele era tão
ingênuo assim?  Ou será que foi porque ele tinha uma outra visão do problema?  Lendo 
ou ouvindo o texto, fica a impressão de que os soldados de Israel se comparavam com o 
gigante e se intimidavam.  Davi, não. Ele comparava o poder do gigante com o poder de 
Deus, e foi daí que extraiu coragem.  


2. A pedra da CONVICÇÃO
Davi levou consigo a pedra da convicção.  Para convencer o rei de que ele, Davi, tinha
alguma experiência com as lutas da vida, ele disse: “O Senhor que me livrou das garras 
do leão e das garras do urso me livrará das mãos desse filisteu” (v. 37).   Davi não
pressupôs que ele mesmo tivesse alguma força, mas atribuiu ao Senhor suas vitórias
sobre um leão e sobre um urso.  E estava convicto de que o mesmo Senhor lhe daria
também esta outra vitória.  Como diria Stanley Jones, ele não apenas possuía
convicções; mas ele, sim, é que estava possuído por elas.  
Sem convicção, uma pessoa se encolhe, se esconde, empalidece, enfraquece, esmorece,
estremece e esquece o que deveria fazer; mas se ela tem convicção, ela reúne forças, vai 
à luta e vence o inimigo.


3. A pedra da COMPETÊNCIA
O rei Saul quis ajudar Davi a se preparar para a luta e colocou nele armas reluzentes,
bonitas, caras, provavelmente  até importadas.  Mas a cena ficou ridícula, e Davi
devolveu as armas de Saul, dizendo:  “Não consigo andar com isto, pois não estou
acostumado” .  Esta palavra é importante: você só vai conseguir utilizar as armas 
que Deus lhe dá, se você estiver acostumado com elas.   A Bíblia é espada de dois
gumes, poderosa como poucas armas, mas infelizmente há irmãos que não estão
acostumados a manejá-la.  E assim, ficam expostos ao perigo.  Recomenda-se pois que
todo guerreiro de Cristo tenha intimidade com as armas espirituais: a Palavra de Deus, a 
oração, a adoração, a obediência... 
Davi se preparou conveniente e competentemente: foi ao riacho e escolheu cinco pedras 
lisas e as colocou em sua bolsa, levando também sua atiradeira (v. 40). 


4. A pedra da CONFIANÇA
Davi disse ao filisteu:  “Você vem contra mim com espada, com lança e com dardos,
mas eu vou contra você em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de
Israel, a quem você desafiou” 
O gigante zombou de Davi e suas armas. Mas quando vamos em nome de Deus, somos 
“mais que vencedores”.  O gigante achava que entendia tudo de lutas e combates, mas
Davi foi ao encontro dele “em nome do Senhor dos Exércitos”.  Em Provérbios 21.31
lemos: “...o cavalo prepara-se para o dia da batalha, mas do Senhor vem a vitória”. 

5. A pedra da CONQUISTA
Davi correu ao encontro do gigante, e atirou nele uma pedra. Atirou e acertou. Foi uma
pedra só; era a pedra da conquista.  O gigante caiu feio, fazendo muito barulho na queda 
e foi derrotado (v. 49).  Com toda a sua experiência nos campos de batalha, com todas
as armas que ele trazia consigo, ainda assim o gigante perdeu. Por que perdeu?


O gigante perdeu porque zombou de Deus, e de Deus ninguém deve zombar.  Ele é um 
Deus que nos criou, nos protege, nos sustenta, nos ama, nos abençoa, mas também quer 
ser levado a sério.  Ele não quer que o nome dEle seja usado em vão. Ele quer que sua
Palavra seja observada.  Ele não é brincadeirinha de gente desocupada.  A Bíblia deixa
claro isso quando diz:  “Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo” (He 10.31).  


Deus é amor.  Se você o temer e servir, ele colocará a vitória nas suas mãos, como fez
com o jovem Davi.  Mas se você fizer como o povo de Israel fez ao tempo de Jeremias, 
Ele revelará o outro lado de sua pessoa, que você não vai ficar feliz em conhecer.
Davi venceu o gigante zombador.  Venceu porque Deus lhe deu a vitória! 


Conclusão
É imensa a tentação de pensar que a vitória é produto do próprio braço  do homem.
Davi não diria isso; na verdade, o que ele disse foi: “...eu sou pobre e necessitado;
contudo o Senhor cuida de mim. Tu és o meu auxílio e o meu libertador; não te
detenhas, ó meu Deus” (Sl 40.17)





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